Páginas

Cinema: O Vingador do Futuro (2012)

Douglas Quaid (Colin Farrel) é um operário comum que começa a ficar atormentado com a estagnação de sua vida. Para piorar, tem um sonho recorrente no qual é alguém importante. Quaid resolve então procurar a Rekall, empresa que implanta memórias diretamente no cérebro dos clientes que procuram novas experiências. Entretanto, o procedimento faz com que sua verdadeira identidade de espião seja revelada e isso o coloca na mira das autoridades federais. Clássico de 1990 dirigido por Paul Verhoevenfoi um dos tantos filmes daquela época que sacudiram o cinema de ficção científica pela mistura de reviravoltas inteligentes e surpreendentes efeitos especiais.
A discussão sobre o que é realidade, e um dos aspectos interessantes do clássico de 1990, fica de lado. Em nenhum momento o espectador desconfia que a perseguição seja fruto das memórias implantadas – o que faz uma das principais cenas do filme ficar sem sentido algum. Fica a estrutura, mas saem os mutantes, os telepatas, os alienígenas e Marte no remake para entrar a disputa por territórios em um planeta devastado por uma guerra química. Colin Farrell não convence como herói. Nem se compara com Arnold, Um é o maior ícone do cinema de ação de todos os tempos. O outro é Bom ator,problemático, Farrell se esforça para parecer perdido e aflito,faltou profundidade e qualidade na atuação, não é a toa que ele anda meio sumido.
Kate Beckinsale faz praticamente o mesmo personagem de Anjos da Noite, durona e fez bonito na atuação aquele tipo de vilã que você fica na torcida pra se da mau logo. Quem diria mais Jessica Biel também não fez feio, alias as garotas arrasaram no filme, muito mais que o protagonista. Ela não é de fazer filmes memoráveis... (Só lembro agora de o Ilusionista) mais convenceu sim no papel. O Vingador do Futuro é impressionante em matéria de efeitos visuais, as cidades, veículos e Synthetics (robôs policiais) é espetacular. Perfeito para quem procura belas, mas não originais, cenas de ação numa paisagem futurista. Talvez se eu não conhecesse - e adorasse - o filme de 1992, poderia até me empolgar mais com a refilmagem. 
No final das contas, a refilmagem, apesar de boa, não te prende. A falta de humanidade dos personagens, de diálogos melhor elaborados e até de humor transformam o filme em algo raso que não decola. Quem sabe um outro roteiro, outro diretor, protagonista, podem deixar a vilã e a namorada, o remake não seria bom e até digno de sequência. Se você não assistiu o original (acho difícil passou zilhões de vezes nas seção da tarde) com certeza vai gostar, não que eu não tenha gostado da versão 2.0 mais com certeza não assistiria de novo.


Nenhum comentário

Postar um comentário

Gostou? Comenta!

 
Desenvolvido por Michelly Melo.