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Cinema: Drive

Com ar policial da década de oitenta e cenas de perseguição de primeira linha, Drive é o tipo de filme que ganha a aceitação por fazer de seu protagonista a melhor arma do próprio longa. E felizmente Ryan Gosling estava disponível e interessado em responder ao nível da necessidade. Estava louca para assistir esse filme, ouvir os especialistas em cinema, ouvir amigos do Face e Twitter, mais tinha que tirar minhas próprias conclusões. O filme parecia bom demais para ser ruim, obviamente não é um filme de gosto popular, mais Drive com o ar paradão, silencioso e com closes do protagonista, você fica envolvido com a trama do começo ao fim.


Sinopse: Ryan Gosling interpreta neste filme um piloto profissional que trabalha em cenas de perseguição de carros em Hollywood. Além disso, ele usa sua habilidade e precisão no volante como motorista em assaltos. Dentro do seu mundo solitário ele conhece Irene (Carrey Mulligan), cujo marido sairá da prisão em poucos dias. Disposto a ajudar essa família a pagar uma antiga dívida, ele se dividirá entre usar todas as suas habilidades para salva-lá ou embarcar em uma fulminante paixão.
Ele é um dublê sem nome, obviamente, como se exige de um Modelo de Herói. Na trama, entre trabalhos em Hollywood e em uma oficina mecânica, ele ocasionalmente serve de motorista de fuga para quem contratar seus serviços. Não questiona a encomenda, "faz o que precisa ser feito". Mas quando decide ajudar o marido (Oscar Isaac) da sua vizinha (Carey Mulligan) em um assalto suspeito, o dublê se envolve num esquema que foge à sua moral e ao seu controle. É totalmente possível enxergar o distanciamento social do protagonista através das ferramentas que o filme oferece. A trilha sonora eletrônica e simplista somada aos diálogos curtos dos outros personagens cuja altura do som fora propositadamente desmerecida na mixagem de som e as poucas palavras devolvidas por Gosling criam uma grande bolha de isolamento. E é neste ato de afastar o protagonista dos demais que o filme potencializa o interesse pelo mesmo. E aí os objetivos da direção passam a ser tão claros que logo se cria uma linha direta com o espectador.


 O filme é claramente baseado em uma escolha, a qual recai sobre seu personagem principal. Sob sua estética de filme policial dos anos 80 denunciada pela abertura auto-narrada e créditos com fonte cursiva rosa, usa das artimanhas já conhecidas do estilo para ganhar tempo e projetar a imagem desejada de seu protagonista em minutos. E apesar de não comportar uma trama extraordinária e às vezes até soar mais do mesmo, sustenta seu protagonista com a mesma pegada que um dia já transformou “drivers” em ícones. Então, sim, foi uma opção. Independente do julgamento, Drive merece ser visto. 





2 comentários

  1. me diz como o Ryan Gosling consegue ficar cada dia mais...GOSTOOOSOOOO!!!! hihihi xD eu vi esse filme. Achei meio seco...sei lá. É bom, mas não é aquele filme que você fica conversando com os amigos, falando bem e etc e tal. Mas na parte da violência e dos carros...uhhhh, manda muito! ESSAS PARTES VALEM CADA SEGUNDO!

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