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Cinema: J. Edgar

J. Edgar Hoover, ex-diretor e praticamente criador do FBI, departamento federal de investigação dos Estados Unidos.  na década de 60, visto como um ameaçador dinossauro, J. Edgar Hoover (Leonardo DiCaprio) decide revelar parte de sua biografia e da ascensão do FBI. A história que ele narra aos agentes constantemente substituídos na função de datilógrafos, no entanto, carece das falhas comuns à trajetória de um homem real, mas imperdoáveis ao legado de um ícone. É da necessidade de ser uma lenda que parte o retrato do famoso diretor do Bureau de Investigação norte-americano conduzido por Clint Eastwood.
Figura forte na história americana, Hoover transformou o BOI (Bureau of Investigation), instituição falha com aproximadamente 600 agentes em uma potente organização federal de mais de 16.000 funcionários em 48 anos de trabalho, servindo a oito presidentes e 18 secretários de segurança. Nas décadas seguintes, Hoover se preocupou bastante em sanar a “praga” que eram os comunistas e , durante a Segunda Guerra Mundial, expulsou muita gente dos EUA. Na década de 60, recebeu críticas em cima de críticas por se importar mais em abafar o movimento pelos direitos civis dos negros do que efetivamente ir atrás de criminosos de fato. Pensamentos como "não contamine a cena do crime" ou "guarde as evidências" podem ser vistos com frequência em filmes investigativos e séries policiais como CSI, mas foi com Edgar que este pensamento se tornou a premissa investigativa e as primeiras atitudes de um policial ao chegar na cena do crime. Algo que em 1919 era irrelevante, hoje é o fator que soluciona os casos criminais mais insolúveis.
E é esse nome importante e interessante que aparece como título do novo filme de Clint Eastwood:J. Edgar, com Leonardo DiCaprio no papel principal. por trás do homem público. Sempre podado e direcionado pelas imposições maternas, ainda na juventude tenta casar-se com a bela secretária Helen Gandy (Naomi Watts), que recusa o pedido e se torna uma de suas amigas mais leais. Anos depois, Edgar conhece Clyde Tolson (Armie Hammer, de "A Rede Social"), que viria a ser seu braço direito no escritório, amigo inseparável e amor de uma vida Trama policial, fatos históricos grandiosos, conspirações. tudo azeitado pela mão boa do diretor. Pelas imagens do trailer, Eastwood parece ter tudo sob controle: Os detalhes de figurino, cenários e cores são muito bons, assim como a trilha sonora (que, se seguir o padrão do trailer, será muito boa).
Apesar de ser visto constantemente com Tolson, de passarem as férias juntos, de deixar sua casa como herança para ele e de seus corpos terem sido enterrados lado a lado, o relacionamento dos dois nunca veio a público. Para os defensores do “homenageado”, o roteiro escrito por Dustin Lance Black (“Milk”) é uma tremenda falta de respeito. Burburinho pouco justificado, uma vez que o papel de Clyde é muito mais o de uma consciência viva e de contraponto à vontade quase patológica de Hoover manter o poder e a reputação a qualquer preço. Mais é aquela velha historia onde há fumaça há fogo! 
Muito bom o filme... REALMENTE Não esperava que seria tão bom! Leonardo Dicaprio arrasou! Não pela beleza, o que era impossivel achar embaixo de tanta maquiagem, haha!
J.Edgar não tem atrativos narrativos, mas sua justificativa é interessante na história americana. E ainda, dá a Dicaprio mais uma oportunidade de mostrar seu talento, não sendo incluído na lista de bons filmes de Eastwood.
Xintia Milanêz

1 Comentário

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