Páginas

Cinema: Millenium - Os homens que não amavam as mulheres

A trilogia de best-sellers Millenium, do jornalista sueco Stieg Larsson (1954-2004), tem tudo para ser a nova sensação das adaptações literárias para o cinema. O filme Os Homens que não Amavam as Mulheres (Män Som Hatar Kvinnor), primeiro da série, dirigido pelo dinamarquês Niels Arden Oplev, e com roteiro adaptado por Rasmus Heisterberg e Nikolaj Arcel, chega aos cinemas com o aval do sucesso nas livrarias. E a produção não decepciona. O filme é longo, no começo você pensa que vai ser cansativo e de fato é porem impossível você não ficar agarrado na trama, Daniel Craig - Totoso - interpreta um jornalista, Mikael Blomkvist, que ao ser difamado e podendo ser condenado, segue para uma ilha remota ao norte da Suécia onde o assassinato não resolvido de uma jovem garota ainda atormenta seu tio industrialista (Christopher Plummer) quarenta anos depois. Abrigado em um chalé na ilha onde o assassino está à solta, a investigação de Blomkvist o leva para dentro dos segredos dos ricos e poderosos, também o aproximando de uma aliada improvável – a hacker punk Lisbeth Salander, interpretada com louvor pela jovem atriz Rooney Mara (A Rede Social).


Não é a toa que Rooney Mara recebeu indicações na categoria de Melhor Atriz para o Oscar e o Globo de Ouro, duas das maiores premiações do cinema. Sua personagem, Lisbeth, é tão inexpressiva e realista ao mesmo tempo, que chega a nos impressionar com seu poder de sedução diante das câmeras. São exibidas incansáveis cenas de nudez, sexo e violência, e ainda assim, mesmo nos chocando, continuamos ansiosos por seus próximos passos. A trilha sonora do filme é outro ponto essencial e importante para o decorrer da trama. Criada por Trent Reznor e Atticus Ross, que anteriormente colaboraram com Fincher na trilha de ‘A Rede Social’, a dupla reúne-se novamente para mais esse excelente acerto. Tem uma cena... Que infelizmente não posso contar, XÔ SPOILERS... hahaha Pra min foi a apoteose do filme. ;D 


 As longas horas de projeção não interferem em nada para o desenvolvimento da trama, pelo contrário, só contribuem para que tudo fique mais bem resolvido, sem deixar, claro,de dar espaço para as desejadas continuações que completam a trilogia. Um filme bacana por não tentar ser ousado, mas que conseguiu ser ao retratar uma protagonista tão peculiar e inesquecível.


Xintia Milanêz

3 comentários

  1. Eu quero muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito ver esse filme. E o livro? Eu quero ler também!

    ResponderExcluir
  2. Assisti a primeira versão do filme e adorei. Dizem que neste a protagonista esta menos vingativa. Vou assistir e conferir se ela barbarizou nesta versão também.

    ResponderExcluir
  3. Fiquei curiosa em ver a outra versão... Tem alguns atores que fizeram as duas versões. Mais o filme é muuuito bom!

    ResponderExcluir

Gostou? Comenta!

 
Desenvolvido por Michelly Melo.